O Instagram lançou, em maio deste ano, um selo visual pra identificar perfis que produzem conteúdo majoritariamente gerado por inteligência artificial. O selo aparece no perfil, nos Reels, no feed e na aba Explorar, e por enquanto sua ativação é voluntária, o próprio criador escolhe se quer mostrar ou não.

A diferença que fica mais séria agora, em agosto: a União Europeia tem uma lei, o AI Act, que passa a exigir rotulagem obrigatória de mídia sintética a partir deste mês. O Brasil ainda não tem legislação específica sobre o tema, mas o debate já está em pauta no Congresso pra entrar na agenda do segundo semestre.

Pra marcas que trabalham com criadores e influenciadores, isso já muda o jogo em duas frentes: campanhas veiculadas na Europa vão precisar sinalizar quando um conteúdo é majoritariamente feito por IA, e marcas globais tendem a padronizar essa transparência em todos os mercados onde atuam, Brasil incluso, só pra evitar retrabalho.

A recomendação pra quem faz gestão de influenciadores é simples: já mapear quais criadores parceiros usam IA generativa de forma relevante na produção, e conversar sobre transparência agora, antes que isso vire exigência formal também por aqui.

"Robô fazendo conteúdo agora precisa avisar que é robô."

Ouviu alguma coisa sobre esse assunto? A gente quer saber.

conta pra foca